sábado, 23 de junho de 2012

Câmara Escura de Orifício

A Câmara Escura de Orifício consiste em uma caixa com um furo minúsculo, o qual permite que apenas um único raio vindo de um ponto de um objeto entre nela.
Assim formando uma imagem do objeto, que pode ser projetada.

Os raios vindos de pontos extremos de um objeto tendem a se cruzar e formam uma imagem invertida.

O olho comporta-se dessa forma. Sendo assim, captamos imagens invertidas no olho.

...

Eventualmente alguns lugares formam uma Câmara Escura de Orifício natural, como o buraco entre a minha porta de casa e a caixa de correio. 

Orifício entre a porta e a caixa de correio

Com a iluminação externa adequada a parede forma uma imagem dos objetos que estão na rua, como vemos logo abaixo.

Imagem invertida captada na parede

Foto externa

É possível perceber na imagem captada na parede do prédio, visto na foto externa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Trânsito de Vênus

Nesta última terça-feira, 5 de junho de 2012, iniciou o Trânsito de Vênus.

Esse ocorre quando o planeta em sua órbita ao redor do Sol passa entre este e a Terra.
Assim, podendo ser visto sua silhueta no disco solar.


Esse fenômeno é muito raro, pois Vênus não possui um plano orbital alinhado com o da Terra. Sendo assim, ocorre em pares de 8 anos e, após esses pares, só ocorrerá novamente após 243 anos com exata precisão do anterior, fechando o ciclo.
Mas antes disso, ocorrerá outro trânsito, diferente do primeiro em alguns aspectos, ou seja, será aproximadamente no meio do ciclo. Sendo assim, os trânsitos de Vênus ocorrerão a intervalos de 121,5 e 105,5 anos.
Estes dois trânsitos para se completar o ciclo comparam-se em uma analogia a primavera e o outono da translação da Terra. Períodos semelhantes, mas diferentes em essência.

Apenas os planetas de órbita interna, isto é, Vênus e Mercúrio, apresentam trânsitos.

Quem perder este trânsito, sendo que nesta quarta-feira, dia 6 de junho de 2012, é o último dia para vê-lo, só verá outro em 2117. Esse obviamente seguido de seu par em 2125 (8 anos após).

http://www.youtube.com/watch?v=JDFRFHTA_UE

REFERÊNCIAS:



sábado, 5 de maio de 2012

Super Lua: A Ilusão da Lua no Horizonte

Nesta noite, dia 5/5, e na madrugada que a segue, do dia 6/5, poderemos ver um fenômeno conhecido como Super Lua.

Este fenômeno ocorre quando a Lua inicia a sua fase cheia exatamente quando está no perigeu de sua órbita.


A Lua, assim como todos os planetas, não possui uma órbita circular, mas sim elíptica. O que faz com que ela tenha um momento de maior proximidade com a Terra, perigeu, e outro de menor proximidade com a Terra, apogeu. Este movimento tem um ciclo de cerca de 28 dias.
É importante observar que a Terra faz um movimento elíptico ao redor do Sol, mas que não é este movimento o responsável pelas estações do ano, mas sim o eixo de inclinação da Terra.
Vale lembrar que a Lua passa uma vez a cada 28 dias pelo seu perigeu, mas a última vez que isto aconteceu exatamente no início da fase cheia foi em março de 2011.

A Super Lua, realmente será bela. Deixará a lua 14% maior em sua aparência do que o normal.


Mas não se engane!


A proximidade fará com que a Lua pareça cerca de 14% maior que em distâncias medianas, de acordo com Geoff Chester, do Observatório Naval dos Estados Unidos. Mas a diferença na aparência é tão pequena que é quase imperceptível sem o auxílio de instrumentos de observação espacial.

Então, muitos sites recomendam a observação ao pôr-do-sol. Onde o fenômeno é "salientado".

Acontece que o fato de observarmos a Lua maior quando está próxima ao horizonte é um efeito psicológico e não físico.

Certo! Ela ficará muito mais bonita estando próxima ao horizonte, ou seja, ao pôr-do-sol. Mas não devemos apontar isto como um fenômeno físico.

No artigo do professor Dr. Fernando Lang da Silveira (http://www.if.ufrgs.br/~lang/Textos/A_ilusao_sobre_o_tamanho_da_Lua.pdf), podemos perceber que isto é uma ilusão. Causada por um fenômeno denominado Ilusão de Ponzo.
Tanto é verdade esta ilusão que quando tentamos registrá-la em máquinas fotográficas ela desaparece. Afinal, é uma conjugação do cérebro, uma interpretação do que observamos.


Ver coisas pressupõe uma interpretação do cérebro sobre aquilo que é visto. Nosso cérebro utiliza nossas lembranças e nossas crenças em suas interpretações. E muitas vezes podemos observar ilusões.

REFERÊNCIAS:

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Determinando a Massa da Terra

Sir Isaac Newton ao propor sua Lei da Gravitação Universal tinha dois problemas, isto é, duas incógnitas:


Estas duas incógnitas eram a massa da Terra e a Constante da Gravitação Universal (G).

Qualquer equação é insolúvel se possuir duas incógnitas. Para resolver o problema precisamos de uma segunda equação e resolver um sistema.

Newton teorizou a sua Lei da Gravitação Universal em 1687, em seus livros Philosophiae Naturalis Principia Mathematica.

Quem calculasse o valor da constante G determinaria de também o valor da massa da Terra.

O primeiro a conseguir calcular isto foi Henry Cavendish em 1797-1798, mais de cem anos após os Principia.

O experimento criado por Cavendish é tido como uma das dez experiências mais inteligentes da humanidade.

Ela foge do problema inicial, de calcular a massa da Terra. Afinal, a Lei da Gravitação Universal prevê que qualquer massa pode atrair qualquer outra massa. O problema é que diante da massa terrestre qualquer outra atração gravitacional é imperceptível.

Cavendish propôs uma balança de torção (como esquematizada abaixo), onde a atração gravitacional das esferas menores pelas maiores causará uma torção na balança, modificando o ângulo, o qual poderá ser medido e utilizado para o cálculo do valor de G, já que os valores das massas já seriam conhecidos.

balança de torsão

A experiência em si é bastante complexa e não é objetivo descreve-la em detalhes.

Cavendish foi então o primeiro a calcular a massa da Terra, afinal, sua experiência determinou o valor da constante G.

O que poucos sabem é que Philipp von Jolly conseguiu desenvolver um experimento mais simples para a determinação da constante G.

O experimento consistia em equilibrar em uma balança sensível um frasco esférico de mercúrio. Após, uma esfera de chumbo de 6 toneladas era colocada logo abaixo do frasco. A força gravitacional entre as esferas era igual ao peso necessário pra reequilibrar a balança. Assim todas as incógnitas eram conhecidas (m1, m2, F e d) faltando apenas descobrir o valor de G.


Imagem retirada do livro Física Conceitual

O valor aceito para G hoje é
G=6,67 \times 10^{-11}\text{Nm}^2/\text{kg}^2

A massa da Terra conhecida é
5,9742 × 1024 kg

REFERÊNCIAS:
Física Conceitual; Paul G. Hewitt; Bookmann.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O "nada" não é o nada

Como já comentado no tópico:

O "nada" não é o nada!

No vácuo existe uma infinidade de partículas virtuais, além de sub-partículas que aparecem e se aniquilam quase que instantaneamente (como discutido: http://estadoquantico.blogspot.com/search/label/efeito%20Casimir).

O vácuo é longe de ser o nada!

O site http://www.tecmundo.com.br tem mania de chamar o vácuo de nada.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Partículas Virtuais

Notícia:

A teoria de campos prevê que cada partícula tem sua anti-partícula, o que já é estranho, mas prevê também que essas tenham uma partícula virtual.

A teoria de campos diz que na natureza existem 4 forças fundamentais:
força gravitacional (interação entre massas), força eletromagnética (interação entre cargas elétricas), força nuclear forte (interação entre quarks) e força nuclear fraca (força responsável pelo decaimento de um nêutron, por exemplo, em um elétron, um próton e um neutrino - esta força é responsável então pela radioatividade).
A forma com que massas, cargas, quarks interagem é através de campos. Nestes campos existiriam partículas virtuais (gráviton virtual, fóton virtual e glúon virtual) que seriam responsáveis por "avisar" a outra massa/carga/quarks a existência de um campo naquela região do espaço.

Tá, sei que está confuso!
Então, não vou tentar explicar muito além disso aqui, até porque meu conhecimento nesta área é limitado.

Resumindo: as partículas virtuais existem em uma região do espaço onde existem campos (como o campo gravitacional ou o campo eletromagnético).

Se alguém quiser ler mais sobre estas partículas virtuais recomendo dois livros:
Alice no País do Quantum e O Mágico dos Quarks

Ah! Cabe dizer também que o vácuo não é um nada. No vácuo existe todo um mundo de partícular virtuais e sub-partículas que se criam e se aniquilam quase que instantaneamente.

Tá! Parei.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Freios da moto: Por que o freio da frente é mais "forte"?

Todos que andam de motocicleta sabem que o freio da frente é mais intenso, além de não derrapar em uma frenagem.

Mas a que se deve este fato?

A moto movimenta-se com uma velocidade que pode ser aplicada ao seu centro de massa, como mostra a figura.


O centro de massa o centro de toda a distribuição de massa de um corpo.

Quando a moto for freada ocorre uma inércia do seu centro de massa, mas, como a moto está em contato com o asfalto através das rodas, ela irá formar um eixo de giro, através do qual o "peso" será deslocado para a frente. Isto devido a inércia.


Dizemos que a moto sofre um torque, que é o equivalente a uma força de rotação.

O atrito da moto, que irá parará-la, depende do contato das rodas desta com o asfalto. Isto, pois a força de atrito (cinética ou estática) é numericamente igual ao produto do coeficiente de atrito, caracterizado entre os materiais em contato, e a força normal.

f = μN

A normal é uma força de contato perpendicular às superfícies em contato.

Com a tendência de giro da moto o contato da roda da frente com o asfalto aumenta muito mais do que o contato da roda de trás, ou seja, a força normal.

Assim sendo, frear com o freio dianteiro será mais efetivo, pois se conseguirá uma maior força de atrito entre o pneu e o asfalto, pois possui maior força normal na roda dianteira.

Também explica o porque a moto derrapa mais ao ser freada com o freio traseiro, pois teremos menos contato entre as superfícies, diminuindo a força de atrito.