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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Partículas Virtuais

Notícia:

A teoria de campos prevê que cada partícula tem sua anti-partícula, o que já é estranho, mas prevê também que essas tenham uma partícula virtual.

A teoria de campos diz que na natureza existem 4 forças fundamentais:
força gravitacional (interação entre massas), força eletromagnética (interação entre cargas elétricas), força nuclear forte (interação entre quarks) e força nuclear fraca (força responsável pelo decaimento de um nêutron, por exemplo, em um elétron, um próton e um neutrino - esta força é responsável então pela radioatividade).
A forma com que massas, cargas, quarks interagem é através de campos. Nestes campos existiriam partículas virtuais (gráviton virtual, fóton virtual e glúon virtual) que seriam responsáveis por "avisar" a outra massa/carga/quarks a existência de um campo naquela região do espaço.

Tá, sei que está confuso!
Então, não vou tentar explicar muito além disso aqui, até porque meu conhecimento nesta área é limitado.

Resumindo: as partículas virtuais existem em uma região do espaço onde existem campos (como o campo gravitacional ou o campo eletromagnético).

Se alguém quiser ler mais sobre estas partículas virtuais recomendo dois livros:
Alice no País do Quantum e O Mágico dos Quarks

Ah! Cabe dizer também que o vácuo não é um nada. No vácuo existe todo um mundo de partícular virtuais e sub-partículas que se criam e se aniquilam quase que instantaneamente.

Tá! Parei.

terça-feira, 26 de abril de 2011

25 anos do desastre de Chernobyl

Há exatamente 25 anos atrás o mundo observava o maior desastre nuclear da história da humanidade, o desastre na usina de Chernobyl na Ucrânia.

Monumento em homenagem as vítimas de Chernobyl

Hoje observamos tudo que ocorreu no Japão e tememos cada vez mais os efeitos da radioatividade.

Basicamente a radiação se divide em dois tipos:

A radiação ionizante, que possui energia suficiente para arrancar elétrons de materiais, efeito este denominado de efeito fotoelétrico que foi explicado por Einstein em 1905.
E a radiação não-ionizante, que não possui poder de ionização de materiais.

A imagem a seguir demonstra os tipos de radiação eletromagnéticas e suas frequências (e consequente energia, pois são proporcionais):

Como observamos a radiação ultravioleta já apresenta algum risco à saúde, por isso devemos nos proteger do sol nos horários de maior incidência solar.
Também é possível observar que uma onda de microondas não é ionizante, ou seja, não apresenta riscos aos seres vivos (excetos queimaduras leves).

Uma radiação eletromagnética ionizante pode produzir radicais livres no corpo ou alterar diretamente a extrutura do DNA, produzindo alterações genéticas.
Isto devido à grande energia destas ondas.
Núcleos atômicos eventualmente podem emitir estas radiações.

Além do perigo das ondas ionizantes, elementos pesados utilizados nas usinas nucleares emitem espontaneamente a radiação alfa e a radiação beta.

A radiação alfa é basicamente um núcleo de hélio (dois prótons e dois nêutrons) e é emitida devido a um rearranjo energético do átomo, que sempre busca a menor energia.

A radiação beta é um elétron que é emitido do núcleo devido a um nêutron que dá origem a um próton, um elétron e um neutrino. Também ocorre devido a uma busca do átomo por um arranjo de menor energia.

Estas emissões de partículas alfa e beta transformam um elemento químico em outro e este processo é chamado de decaimento radioativo.

O tempo que uma determinada amostra leva pra ter metade dos seus átomos de um determinado elemento transformado em outro é chamado de tempo de meia-vida.

Com tantos tipos de radiações temos um grande perigo quando somos expostos à ambientes com elementos radioativos.
No caso de uma explosão de reator, uma núvem de elementos radioativos pode se espalhar pelos arredores da usina e, muitas vezes, atingir grandes distâncias.

A nuvem radioativa da explosão do reator em Chernobyl atingiu grande parte da europa e seus efeitos ainda são sentidos, até por causa do tempo de meia vida dos elementos lançados na atmosfera.

MAIS: